Se Javé não constrói a casa, em vão labutam os seus construtores. Se Javé não guarda a cidade, em vão vigiam os guardas. 2 É inútil que vocês madruguem e se atrasem para deitar, para comer o pão com duros trabalhos: aos seus amigos, ele o dá enquanto dormem!
3 A herança que Javé concede são os filhos, seu salário é o fruto do ventre: 4 os filhos da juventude são flechas na mão de um guerreiro. 5 Feliz o homem que enche sua aljava com elas: não será derrotado nas portas da cidade quando litigar com seus inimigos.
Continuação da encíclica Sollicitudo rei socialis 31 Podemos dizer, então — enquanto nos debatemos no meio das obscuridades e das carências do subdesenvolvimento e do superdesenvolvimento — que um dia «este corpo corruptível se revestirá de incorruptibilidade e este corpo mortal se revestirá de imortalidade» (1 Cor 15, 54), quando o Senhor «entregar o Reino a Deus Pai» (ibid. 24) e todas as obras e acções dignas do ser humano forem resgatadas. A concepção da fé esclarece bem, ainda, as razões que impelem a Igreja a preocupar-se com o problema do desenvolvimento, a considerá-lo um dever do seu ministério pastoral e a estimular a reflexão de todos sobre a natureza e as características do desenvolvimento humano autêntico.
cântico em Apocalipse 11,17-18; 12,10b-12a
11, 17 “Nós te damos graças, Senhor Deus Todo-poderoso, Aquele-que-é e Aquele-que-era. Porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. 18 As nações tinham se enfurecido, mas chegou a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar recompensa aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e o tempo de destruir os que destroem a terra.”
12,10b “Agora realizou-se a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo. Porque foi expulso o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus.
11 Eles, porém, venceram o Dragão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram, pois diante da morte desprezaram a própria vida. 12a Por isso, faça festa, ó céu. Alegrem-se os que aí vivem.
Salmo 103/104 (este salmo não aparece na Liturgia das Horas)
1 Bendiga a Javé, ó minha alma! Javé, meu Deus, como és grande!
Vestido de esplendor e majestade, 2 envolto em luz como num manto, estendendo os céus como tenda, 3 construindo tua morada sobre as águas. Tomando as nuvens como teu carro, caminhando sobre as asas do vento. 4Tu fazes dos ventos os teus mensageiros, e das chamas de fogo os teus ministros!
5 Assentaste a terra sobre suas bases, inabalável para sempre e eternamente. 6 Cobriste a terra com o manto do oceano, e as águas pousaram por cima das montanhas. 7 Diante da tua ameaça, porém, elas fugiram, precipitaram-se, ao fragor do teu trovão. 8 Subiram pelos montes, desceram pelos vales, para o lugar que tinhas fixado para elas. 9 Marcaste um limite que elas não podem transpor, e não voltarão a cobrir a terra.
10 Tu fazes brotar fontes de água pelos vales, e elas correm por entre as montanhas. 11 Dão de beber a todas as feras do campo, e os asnos selvagens aí matam a sede. 12 Junto a elas se abrigam as aves do céu, desferindo seu canto por entre a folhagem. 13 De tuas altas moradas regas os montes, e a terra se sacia com tua obra fecunda.
14 Tu fazes brotar relva para o rebanho, e plantas úteis para o homem. Dos campos ele tira o pão, 15 e o vinho que alegra seu coração; o azeite, que dá brilho ao seu rosto, e o alimento, que lhe dá forças. 16 As árvores de Javé se saciam, os cedros do Líbano que ele plantou. 17 Aí se aninham os pássaros, no seu topo a cegonha tem sua casa. 18 As altas montanhas são para as cabras, e os rochedos um refúgio para as ratazanas.
19 Tu fizeste a lua para marcar os tempos, o sol conhece o seu próprio ocaso. 20 Mandas as trevas e vem a noite, e nela rondam as feras da selva; 21 rugem os leõezinhos em busca da presa, pedindo a Deus o sustento. 22 Ao nascer do sol se retiram e se entocam nos seus covis. 23 o homem sai para sua faina, e para o seu trabalho até à tarde.
24 Como são numerosas as tuas obras, Javé! A todas fizeste com sabedoria. A terra está repleta das tuas criaturas. 25 Eis o vasto mar, com braços imensos, onde se movem, inumeráveis, animais pequenos e grandes. 26 Aí circulam os navios, e o Leviatã, que formaste para com ele brincares. 27 Todos eles esperam de ti que a seu tempo lhes atires o alimento: 28 tu o atiras e eles o recolhem, abres tua mão, e se saciam de bens. 29 Escondes tua face e eles se apavoram, retiras deles a respiração, e expiram, voltando a ser pó. 30 Envias o teu sopro e eles são criados, e assim renovas a face da terra.
31Que a glória de Javé seja para sempre; que ele se alegre com suas obras! 32 Ele olha a terra e ela estremece, toca as montanhas e elas fumegam. 33 Vou cantar para Javé enquanto eu viver, louvarei o meu Deus enquanto existir. 34 Que o meu poema lhe seja agradável, e eu me alegrarei com Javé. 35 Que os pecadores desapareçam da terra, e os injustos nunca mais existam. Bendiga a Javé, ó minha alma!
Aleluia!
Sollicitudo rei socialis, 31 A fé em Cristo Redentor, ao mesmo tempo que ilumina a partir de dentro a natureza do desenvolvimento, orienta também no trabalho de colaboração. Cristo é «o primogénito de toda a criatura» e «tudo foi criado por Ele e para Ele» (Cl 1, 15-16). Com efeito, todas as coisas «subsistem n'Ele», porque «foi do agrado de Deus que residisse n'Ele toda a plenitude e, por seu intermédio, reconciliar consigo todas as coisas» (Cl 1, 20). Neste plano divino, que começa em Cristo na eternidade, em Cristo que é «imagem» perfeita do Pai, e culmina em Cristo que é o «primogénito dos redivivos» (Cl 1, 15. 18), neste plano divino se insere a nossa história, marcada pelo nosso esforço pessoal e colectivo para elevar a condição humana, superar os obstáculos que reaparecem continuamente ao longo do nosso caminho, dispondo-nos assim a participar na plenitude que «reside no Senhor» e que Ele comunica «ao seu Corpo, que é a Igreja» (Cl 1, 18; cf. Ef 1, 22-23); enquanto que o pecado, que sempre nos tenta e compromete as nossas realizações humanas, é vencido e resgatado pela «reconciliação» operada por Cristo (cf. Col 1, 20).
Cântico em Colossenses 1,12-20 (na Liturgia das Horas, “cf. Cl” etc, aqui é o texto copiado da Bíblia)
12 Com alegria, deem graças ao Pai, que permitiu a vocês participarem a herança dos cristãos, na luz. 13 Deus Pai nos arrancou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino do seu Filho amado, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
15 Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito, anterior a qualquer criatura; 16 porque nele foram criadas todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres, as visíveis como as invisíveis: tronos, soberanias, principados e autoridades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
1 Você que habita ao amparo do Altíssimo, e vive à sombra do Onipotente, 2 diga a Javé: “Meu refúgio, minha fortaleza, meu Deus, eu confio em ti!” 3 Ele livrará você do laço do caçador, e da peste destruidora. 4 Ele o cobrirá com suas penas, e debaixo de suas asas você se refugiará. O braço dele é escudo e armadura.
5 Você não temerá o terror da noite, nem a flecha que voa de dia, 6 nem a epidemia que caminha nas trevas, nem a peste que devasta ao meio-dia. 7 Caiam mil ao seu lado e dez mil à sua direita, a você nada atingirá. 8 Basta que você olhe com seus próprios olhos, para ver o salário dos injustos, 9 porque você fez de Javé o seu refúgio e tomou o Altíssimo como defensor.
10 A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda, 11 pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos. 12 Eles o levarão nas mãos, para que seu pé não tropece numa pedra. 13 Você caminhará sobre cobras e víboras, e pisará leões e dragões.
14 “Eu o livrarei, porque a mim se apegou. Eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu responderei. 15 Na angústia estarei com ele. Eu o livrarei e glorificarei. 16Vou saciá-lo de longos dias e lhe farei ver a minha salvação”.
Continuação da encíclica Laborem Exercens 27: O trabalho humano à luz da Cruz e da Ressurreição de Cristo «É certo que nos é lembrado que nada aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perde a si mesmo (cf. Lc. 9, 25). A expectativa da nova terra, porém, não deve enfraquecer, mas antes estimular a solicitude por cultivar esta terra, onde cresce aquele corpo da nova família humana, que já consegue apresentar uma certa prefiguração em que se vislumbra o mundo novo. Embora devamos distinguir cuidadosamente o progresso terreno do crescimento do reino de Cristo, todavia, na medida em que o progresso terreno pode contribuir para a melhor organização da sociedade humana, tem muita importância para o reino de Deus».
cântico em Apocalipse 4,11; 5,9.10.12
4, 11 “Senhor, nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder. Porque tu criaste todas as coisas. Pela tua vontade elas começaram a existir e foram criadas.”
5,9 “Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado, e com teu sangue adquiriste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. 10 Deles fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes. E eles reinarão sobre a terra.” 12 “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor.”
2 Javé, Senhor nosso, como é poderoso o teu nome em toda a terra! Exaltaste a tua majestade acima do céu. 3 Da boca de crianças e bebês tiraste um louvor contra os teus adversários, para reprimir o inimigo e o vingador.
4 Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste... 5 O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites? 6 Tu o fizeste pouco menos do que um deus, e o coroaste de glória e esplendor. 7 Tu o fizeste reinar sobre as obras de tuas mãos, e sob os pés dele tudo colocaste: 8 ovelhas e bois, todos eles, e as feras do campo também; 9 as aves do céu e os peixes do oceano, que percorrem as sendas dos mares.
10 Javé, Senhor nosso, como é poderoso o teu nome em toda a terra!
Continuação da encíclica Laborem Exercens 27: O trabalho humano à luz da Cruz e da Ressurreição de Cristo
No trabalho humano, o cristão encontra uma pequena parcela da cruz de Cristo e aceita-a com o mesmo espírito de redenção com que Cristo aceitou por nós a sua Cruz. É graças à luz que emana da Ressurreição do mesmo Cristo e penetra dentro de nós que descobrimos sempre no trabalho um vislumbre da vida nova, do novo bem, e algo semelhante a um anúncio dos «céus novos e da nova terra», dos quais nós e o mundo inteiro participamos precisamente mediante o que há de penoso no trabalho – mediante a fadiga e nunca sem ela. Bem, tudo isto, por um lado, confirma que a cruz é indispensável numa espiritualidade do trabalho humano; por outro lado, porém, o que há de penoso no trabalho imprime nesta cruz um bem novo, o qual tem o seu princípio no mesmo trabalho: no trabalho entendido em profundidade e sob todos os aspectos, e jamais sem ele.
Cântico em Efésios 1,3-10
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo:
Ele nos abençoou com toda bênção espiritual, no céu, em Cristo. 4 Ele nos escolheu em Cristo antes de criar o mundo para que sejamos santos e sem defeito diante dele, no amor. 5 Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por meio de Jesus Cristo, conforme a benevolência de sua vontade, 6 para o louvor da sua glória e da graça que ele derramou abundantemente sobre nós por meio de seu Filho querido.
7 Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos e nele nossas faltas foram perdoadas, conforme a riqueza da sua graça. 8 Deus derramou sobre nós essa graça, abrindo-nos para toda sabedoria e inteligência. 9 Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora, 10 de levar a história à sua plenitude, reunindo o universo inteiro, tanto as coisas celestes como as terrestres, sob uma só Cabeça, Cristo.
Feliz quem teme a Javé e anda em seus caminhos! 2 Você comerá do trabalho de suas próprias mãos, tranquilo e feliz. 3 Sua esposa será como vinha fecunda, na intimidade do seu lar. Seus filhos, rebentos de oliveira, ao redor de sua mesa.
4 Essa é a bênção para o homem que teme a Javé. 5 Que Javé abençoe você desde Sião, e você veja a prosperidade de Jerusalém todos os dias de sua vida. 6 Que você veja os filhos de seus filhos. Paz sobre Israel!
Continuação da encíclica Laborem Exercens, 27: O trabalho humano à luz da Cruz e da Ressurreição de Cristo: Cristo, «suportando a morte por todos nós, pecadores, ensina-nos com o seu exemplo que é necessário também a nós levarmos a cruz que a carne e o mundo fazem pesar sobre os ombros daqueles que buscam a paz e a justiça»; ao mesmo tempo, porém, «constituído Senhor pela sua Ressurreição, Ele, Cristo, a quem foi dado todo o poder no céu e na terra, opera já pela virtude do Espírito Santo, nos corações das pessoas, purificando e robustecendo aquelas generosas aspirações que levam a família humana a tentar tornar a sua vida mais humana e a submeter para esse fim toda a terra».
Cântico em Apocalipse 15,3-4
“Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! Teus caminhos são justos e verdadeiros, Rei das nações!
4 Quem não temeria, Senhor, e não glorificaria o teu nome? Sim! Só tu és santo! Todas as nações virão ajoelhar-se diante de ti, porque tuas justas decisões se tornaram manifestas!”
Feliz quem teme a Javé e anda em seus caminhos! 2 Você comerá do trabalho de suas próprias mãos, tranquilo e feliz. 3 Sua esposa será como vinha fecunda, na intimidade do seu lar. Seus filhos, rebentos de oliveira, ao redor de sua mesa.
4 Essa é a bênção para o homem que teme a Javé. 5 Que Javé abençoe você desde Sião, e você veja a prosperidade de Jerusalém todos os dias de sua vida. 6 Que você veja os filhos de seus filhos. Paz sobre Israel!
Encíclica Laborem Exercens 27: O trabalho humano à luz da Cruz e da Ressurreição de Cristo O suor e a fadiga, que o trabalho comporta necessariamente na presente condição da humanidade, proporcionam aos cristãos e a todo o ser humano, uma vez que todos são chamados para seguir a Cristo, a possibilidade de participar no amor à obra que o mesmo Cristo veio realizar. Esta obra de salvação foi realizada por meio do sofrimento e da morte de cruz. Suportando o que há de penoso no trabalho em união com Cristo crucificado por nós, o ser humano colabora, de algum modo, com o Filho de Deus na redenção da humanidade. Mostrar-se-á como verdadeiro discípulo de Jesus, levando também ele a cruz de cada dia nas actividades que é chamado a realizar.
cântico em Apocalipse 15,3-4
“Grandes e maravilhosas são as tuas obras, Senhor Deus Todo-poderoso! Teus caminhos são justos e verdadeiros, Rei das nações!
4 Quem não temeria, Senhor, e não glorificaria o teu nome? Sim! Só tu és santo! Todas as nações virão ajoelhar-se diante de ti, porque tuas justas decisões se tornaram manifestas!”
Se Javé não constrói a casa, em vão labutam os seus construtores. Se Javé não guarda a cidade, em vão vigiam os guardas. 2 É inútil que vocês madruguem e se atrasem para deitar, para comer o pão com duros trabalhos: aos seus amigos, ele o dá enquanto dormem!
3 A herança que Javé concede são os filhos, seu salário é o fruto do ventre: 4 os filhos da juventude são flechas na mão de um guerreiro. 5 Feliz o homem que enche sua aljava com elas: não será derrotado nas portas da cidade quando litigar com seus inimigos.
Continuação da encíclica Laborem Exercens, 26: Cristo, o homem do trabalho No contexto de tal visão dos valores do trabalho humano, ou seja, de uma determinada espiritualidade do trabalho, explica-se perfeitamente aquilo que no mesmo ponto da Constituição pastoral Lumen Gentium se lê sobre o justo significado do progresso: «O ser humano vale mais por aquilo que é do que por aquilo que tem. Do mesmo modo, tudo o que as pessoas fazem para conseguir mais justiça, uma fraternidade mais difundida e uma ordem mais humana nas relações sociais, vale mais do que os progressos técnicos. Tais progressos podem proporcionar a base material para a promoção humana, mas, por si só, de modo nenhum são capazes de realizar esta promoção».
cântico em Apocalipse 11,17-18; 12,10b-12a
11, 17 “Nós te damos graças, Senhor Deus Todo-poderoso, Aquele-que-é e Aquele-que-era. Porque assumiste o teu grande poder e passaste a reinar. 18 As nações tinham se enfurecido, mas chegou a tua ira e o tempo de julgar os mortos, de dar recompensa aos teus servos, os profetas, aos santos e aos que temem o teu nome, pequenos e grandes, e o tempo de destruir os que destroem a terra.”
12,10b “Agora realizou-se a salvação, o poder e a realeza do nosso Deus e a autoridade do seu Cristo. Porque foi expulso o acusador dos nossos irmãos, aquele que os acusava dia e noite diante do nosso Deus.
11 Eles, porém, venceram o Dragão pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do testemunho que deram, pois diante da morte desprezaram a própria vida. 12a Por isso, faça festa, ó céu. Alegrem-se os que aí vivem.
Salmo 103/104 (este salmo não aparece na Liturgia das Horas), encíclica Laborem Exercens26 (com algumas modificações) e cântico em Colossenses 1,12-20.
1 Bendiga a Javé, ó minha alma! Javé, meu Deus, como és grande!
Vestido de esplendor e majestade, 2 envolto em luz como num manto, estendendo os céus como tenda, 3 construindo tua morada sobre as águas. Tomando as nuvens como teu carro, caminhando sobre as asas do vento. 4Tu fazes dos ventos os teus mensageiros, e das chamas de fogo os teus ministros!
5 Assentaste a terra sobre suas bases, inabalável para sempre e eternamente. 6 Cobriste a terra com o manto do oceano, e as águas pousaram por cima das montanhas. 7 Diante da tua ameaça, porém, elas fugiram, precipitaram-se, ao fragor do teu trovão. 8 Subiram pelos montes, desceram pelos vales, para o lugar que tinhas fixado para elas. 9 Marcaste um limite que elas não podem transpor, e não voltarão a cobrir a terra.
10 Tu fazes brotar fontes de água pelos vales, e elas correm por entre as montanhas. 11 Dão de beber a todas as feras do campo, e os asnos selvagens aí matam a sede. 12 Junto a elas se abrigam as aves do céu, desferindo seu canto por entre a folhagem. 13 De tuas altas moradas regas os montes, e a terra se sacia com tua obra fecunda.
14 Tu fazes brotar relva para o rebanho, e plantas úteis para o homem. Dos campos ele tira o pão, 15 e o vinho que alegra seu coração; o azeite, que dá brilho ao seu rosto, e o alimento, que lhe dá forças. 16 As árvores de Javé se saciam, os cedros do Líbano que ele plantou. 17 Aí se aninham os pássaros, no seu topo a cegonha tem sua casa. 18 As altas montanhas são para as cabras, e os rochedos um refúgio para as ratazanas.
19 Tu fizeste a lua para marcar os tempos, o sol conhece o seu próprio ocaso. 20 Mandas as trevas e vem a noite, e nela rondam as feras da selva; 21 rugem os leõezinhos em busca da presa, pedindo a Deus o sustento. 22 Ao nascer do sol se retiram e se entocam nos seus covis. 23 o homem sai para sua faina, e para o seu trabalho até à tarde.
24 Como são numerosas as tuas obras, Javé! A todas fizeste com sabedoria. A terra está repleta das tuas criaturas. 25 Eis o vasto mar, com braços imensos, onde se movem, inumeráveis, animais pequenos e grandes. 26 Aí circulam os navios, e o Leviatã, que formaste para com ele brincares. 27 Todos eles esperam de ti que a seu tempo lhes atires o alimento: 28 tu o atiras e eles o recolhem, abres tua mão, e se saciam de bens. 29 Escondes tua face e eles se apavoram, retiras deles a respiração, e expiram, voltando a ser pó. 30 Envias o teu sopro e eles são criados, e assim renovas a face da terra.
31Que a glória de Javé seja para sempre; que ele se alegre com suas obras! 32 Ele olha a terra e ela estremece, toca as montanhas e elas fumegam. 33 Vou cantar para Javé enquanto eu viver, louvarei o meu Deus enquanto existir. 34 Que o meu poema lhe seja agradável, e eu me alegrarei com Javé. 35 Que os pecadores desapareçam da terra, e os injustos nunca mais existam. Bendiga a Javé, ó minha alma!
Aleluia!
Continuação da encíclica Laborem Exercens, 26: Cristo, o homem do trabalho
Com base nas luzes que emanam da própria Fonte que é a Palavra de Deus, a Igreja proclamou sempre o que segue e cuja expressão contemporânea encontramos no ensino do Concílio Vaticano II: «A actividade humana, do mesmo modo que procede do ser humano, assim também para ele se ordena. De facto, quando o ser humano trabalha não transforma apenas as coisas materiais e a sociedade, mas também realiza-se a si mesmo. Aprende muitas coisas, desenvolve as próprias faculdades, sai de si e supera-se a si mesmo. Este desenvolvimento, se for bem compreendido, vale mais do que os bens exteriores que se possam acumular. Segundo o plano e a vontade de Deus, a norma para a actividade humana é, portanto, a seguinte: ser conforme com o verdadeiro bem da humanidade e tornar possível ao ser humano, individualmente considerado ou como membro da sociedade, cultivar e realizar a sua vocação integral».
cântico em Colossenses 1,12-20
12 Com alegria, deem graças ao Pai, que permitiu a vocês participarem a herança dos cristãos, na luz. 13 Deus Pai nos arrancou do poder das trevas e nos transferiu para o Reino do seu Filho amado, 14 no qual temos a redenção, a remissão dos pecados.
15 Ele é a imagem do Deus invisível, o Primogênito, anterior a qualquer criatura; 16 porque nele foram criadas todas as coisas, tanto as celestes como as terrestres, as visíveis como as invisíveis: tronos, soberanias, principados e autoridades. Tudo foi criado por meio dele e para ele.
17 Ele existe antes de todas as coisas, e tudo nele subsiste. 18 Ele é também a Cabeça do corpo, que é a Igreja. Ele é o Princípio, o primeiro daqueles que ressuscitam dos mortos, para em tudo ter a primazia.
19 Porque Deus, a Plenitude total, quis nele habitar, 20 para, por meio dele, reconciliar consigo todas as coisas, tanto as terrestres como as celestes, estabelecendo a paz pelo seu sangue derramado na cruz.
1 Você que habita ao amparo do Altíssimo, e vive à sombra do Onipotente, 2 diga a Javé: “Meu refúgio, minha fortaleza, meu Deus, eu confio em ti!” 3 Ele livrará você do laço do caçador, e da peste destruidora. 4 Ele o cobrirá com suas penas, e debaixo de suas asas você se refugiará. O braço dele é escudo e armadura.
5 Você não temerá o terror da noite, nem a flecha que voa de dia, 6 nem a epidemia que caminha nas trevas, nem a peste que devasta ao meio-dia. 7 Caiam mil ao seu lado e dez mil à sua direita, a você nada atingirá. 8 Basta que você olhe com seus próprios olhos, para ver o salário dos injustos, 9 porque você fez de Javé o seu refúgio e tomou o Altíssimo como defensor.
10 A desgraça jamais o atingirá, e praga nenhuma vai chegar à sua tenda, 11 pois ele ordenou aos seus anjos que guardem você em seus caminhos. 12 Eles o levarão nas mãos, para que seu pé não tropece numa pedra. 13 Você caminhará sobre cobras e víboras, e pisará leões e dragões.
14 “Eu o livrarei, porque a mim se apegou. Eu o protegerei, pois conhece o meu nome. Ele me invocará, e eu responderei. 15 Na angústia estarei com ele. Eu o livrarei e glorificarei. 16Vou saciá-lo de longos dias e lhe farei ver a minha salvação”.
Continuação da encíclica Laborem Exercens, 26: Cristo, o homem do trabalho
Ainda que não encontremos nas palavras de Cristo o preceito especial de trabalhar — até pelo contrário encontramos, uma vez, a proibição de se preocupar de uma maneira excessiva com o trabalho e com os meios para viver — contudo, ao mesmo tempo, a eloquência da vida de Cristo é inequívoca: Ele pertence ao «mundo do trabalho» e tem apreço e respeito pelo trabalho humano; e pode-se dizer mais: Ele encara com amor este trabalho e as suas diversas expressões, vendo em cada uma delas uma linha particular da semelhança do homem com Deus, Criador e Pai. Foi Ele que disse «Meu Pai é o agricultor», transpondo de diversas maneiras para o seu ensino aquela verdade fundamental sobre o trabalho que já se encontra expressa em toda a tradição do Antigo Testamento, a começar pelo Livro do Génesis.
cântico em Apocalipse 4,11; 5,9.10.12
4, 11 “Senhor, nosso Deus, tu és digno de receber a glória, a honra e o poder. Porque tu criaste todas as coisas. Pela tua vontade elas começaram a existir e foram criadas.”
5,9 “Tu és digno de receber o livro e abrir seus selos, porque foste imolado, e com teu sangue adquiriste para Deus homens de toda tribo, língua, povo e nação. 10 Deles fizeste para o nosso Deus um reino de sacerdotes. E eles reinarão sobre a terra.” 12 “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria, a força, a honra, a glória e o louvor.”
2 Javé, Senhor nosso, como é poderoso o teu nome em toda a terra! Exaltaste a tua majestade acima do céu. 3 Da boca de crianças e bebês tiraste um louvor contra os teus adversários, para reprimir o inimigo e o vingador.
4 Quando contemplo o céu, obra de teus dedos, a lua e as estrelas que fixaste... 5 O que é o homem, para dele te lembrares? O ser humano, para que o visites? 6 Tu o fizeste pouco menos do que um deus, e o coroaste de glória e esplendor. 7 Tu o fizeste reinar sobre as obras de tuas mãos, e sob os pés dele tudo colocaste: 8 ovelhas e bois, todos eles, e as feras do campo também; 9 as aves do céu e os peixes do oceano, que percorrem as sendas dos mares.
10 Javé, Senhor nosso, como é poderoso o teu nome em toda a terra!
Encíclica Laborem Exercens, 26: Cristo, o homem do trabalho
A verdade segundo a qual mediante o trabalho a humanidade participa na obra do próprio Deus, seu Criador, foi particularmente posta em relevo por Jesus Cristo, aquele Jesus de quem muitos dos seus primeiros ouvintes em Nazaré «ficavam admirados e exclamavam: “De onde lhe veio tudo isso? E que sabedoria é essa que lhe foi dada? Porventura não é este o carpinteiro”?». Com efeito, Jesus não só proclamava, mas sobretudo punha em prática com as obras o «Evangelho» que lhe tinha sido confiado, a Palavra da Sabedoria eterna. Por esta razão, tratava-se verdadeiramente do «evangelho do trabalho», pois Aquele que o proclamava era Ele próprio um homem do trabalho, do trabalho artesanal, como José de Nazaré.
cântico em Efésios 1,3-10
3 Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo:
Ele nos abençoou com toda bênção espiritual, no céu, em Cristo. 4 Ele nos escolheu em Cristo antes de criar o mundo para que sejamos santos e sem defeito diante dele, no amor. 5 Ele nos predestinou para sermos seus filhos adotivos por meio de Jesus Cristo, conforme a benevolência de sua vontade, 6 para o louvor da sua glória e da graça que ele derramou abundantemente sobre nós por meio de seu Filho querido.
7 Por meio do sangue de Cristo é que fomos libertos e nele nossas faltas foram perdoadas, conforme a riqueza da sua graça. 8 Deus derramou sobre nós essa graça, abrindo-nos para toda sabedoria e inteligência. 9 Ele nos fez conhecer o mistério da sua vontade, a livre decisão que havia tomado outrora, 10 de levar a história à sua plenitude, reunindo o universo inteiro, tanto as coisas celestes como as terrestres, sob uma só Cabeça, Cristo.