COI recomenda inclusão de Farmar Aura na Olimpíada de Brisbane 2032: “Mais jovem e conectado com a nova geração”

Jovens em um campeonato de farmar aura Seguindo sugestão dos australianos, Conselho Executivo também recomendou Farmar Aura como nova modalidade olímpica

Da redação de A Gabela — Lausanne

O Conselho Executivo do Comitê Olímpico Internacional (COI) recomendou nesta quarta-feira a inclusão do Farmar Aura no programa olímpico dos Jogos de Brisbane 2032, como parte da proposta apresentada pelos organizadores australianos.

A modalidade, que vem ganhando popularidade entre o público jovem nos últimos anos, foi incluída entre as novas disciplinas avaliadas pelo COI para ampliar a diversidade do programa olímpico e aproximar os Jogos das novas formas de expressão esportiva e cultural.

Segundo o presidente do COI:

O Farmar Aura está claramente de acordo com os princípios da Agenda Olímpica. É uma modalidade que contribui para tornar o programa dos Jogos mais jovem, mais urbano e mais conectado com as novas gerações. Além disso, oferece uma oportunidade de incorporar novas formas de competição baseadas em criatividade, presença e reconhecimento social .

Modalidade combina criatividade e presença, mas religiosos e autoridades questionam os riscos envolvidos

O Farmar Aura consiste na realização de atividades destinadas à construção e à demonstração de aura, conceito que passou a ocupar espaço crescente na cultura digital e entre os públicos mais jovens.

Durante as competições, os participantes serão avaliados por sua capacidade de acumular aura ao longo das provas, levando em consideração fatores como presença, estilo, confiança, criatividade e impacto sobre o público.

A popularização da modalidade, no entanto, já provoca preocupação entre pais e líderes religiosos, especialmente em relação à natureza do conceito de aura e às possíveis influências culturais associadas à prática.

Segundo os críticos, parte dos jovens estaria recorrendo a referências esotéricas e elementos da cultura pop para interpretar fenômenos que não necessariamente compreendem, associando a aura a conceitos como energia, cosmos e outras formas de força espiritual ou sobrenatural.

A preocupação também se estende à utilização de sinais numerológicos que ganharam popularidade entre adolescentes nas redes sociais, como o chamado six-seven, cuja interpretação e origem são objeto de diferentes especulações.

Em entrevista exclusiva à equipe de A Gabela, o pastor Euriberto, doutor em Teologia, afirmou que é preciso cautela diante da crescente popularização dessas práticas entre os jovens.

Os jovens utilizam doutrinas esotéricas tiradas de animes para canalizar energias cujos efeitos não compreendem. Não se entende hoje a dimensão do tipo de aura, cosmos, ki ou Nen que estão canalizando e as forças que podem despertar.

As autoridades do Rio de Janeiro também investigam se as fortes ventanias que atingiram o estado no último dia 8 de agosto podem ter alguma relação com a prática de Farmar Aura.

A suspeita ganhou força após a circulação de um vídeo em que o indivíduo conhecido pela alcunha de “Enzo Hokage” aparece farmando aura durante a ventania, realizando movimentos que dão a impressão de estar exercendo algum tipo de controle sobre as forças tempestuosas:

Embora não haja, até o momento, evidências de que o jovem tenha provocado ou manipulado os ventos, o episódio passou a ser analisado pelas autoridades como uma possível manifestação dos efeitos ainda desconhecidos associados à prática.

A organização dos Jogos de Brisbane, entretanto, afirma que os procedimentos de segurança ainda estão sendo elaborados e que qualquer modalidade incorporada ao programa olímpico deverá obedecer aos padrões estabelecidos pelo COI.

A discussão promete ganhar força nos próximos meses, à medida que o Farmar Aura deixa o ambiente informal das redes sociais e passa a ser tratado como uma possível modalidade esportiva olímpica.